quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Guiné, LFP «Procion» - P 1153


Os Oficiais da Reserva Naval na LFP «Procion» - P 1153

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 21 de Fevereiro de 2011)




A LFP «Procion» a navegar no porto de Lisboa


Construída nos estaleiros do Arsenal do Alfeite, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada no dia 17 de Maio de 1968 e depois transportada para a Bissau por um navio mercante, juntamente com a LFP »«Arcturus», onde chegou em 2 de Julho daquele ano.

Foi integrada na Esquadrilha de Lanchas da Guiné e a décima primeira de um grupo de 13 unidades que constituíram a classe «Bellatrix».

Ainda que algumas delas reflectissem alterações estruturais profundas entre si, resultantes da necessidade de as adaptar aos cenários de operações, foi decidida a sua classificação na mesma classe, para simplificação de tipologias diferenciadas que poderiam implicar uma reclassificação em, pelo menos, duas classes distintas.

Este tipo de alterações em elementos da construção, bem visíveis a partir da LFP «Arcturus», fez questionar o motivo por que terá sido aumentada ao efectivo como pertencendo à mesma classe. As principais diferenças podem ser visualizadas em:


Ainda que se tenha iniciado em patrulhas de rotina em Julho de 1968, a sua vida operacional passou a integrar também o dispositivo naval no rio Cacheu – Operação "Via Láctea".

Durante o ano de 1969 esteve por diversos períodos inoperativa a fim de efectuar pequenas e grandes reparações passando o fim do ano em fabricos, atracada no porto de Bissau e até Fevereiro de 1970.

Em 15 de Março de 1970, durante uma acção de patrulha no Cacheu entre a foz do rio Armada e a foz do rio Canjaja com apoio a actividade operacional dos DFE - Destacamentos de Fuzileiros Especiais, foi atacado pelo IN, na clareira de Barro, com armas pesadas, provocando danos no costado e sistema propulsor. Após o ataque seguiu para Ganturé com problemas nos veios e nos hélices mas acabou por regressar a Bissau.

Numa das operações relacionadas com uma outra, “Volta Brandal”, depois de patrulha nocturna no porto de Bissau e em manobra de aproximação, colidiu com a LDM 410 não tendo esta ficado com quaisquer danos mas deixando o navio com os vergueiros da proa partidos e a chapa rasgada, no local onde assenta a castanha.

Durante a sua vida operacional, participou em diversas operações: “Andrómeda”, “Plutus”, “Volta Brandal” , “Lua Nova”, “Lua Cheia”, “Sol Nascente”, “Guarda Patrão” , “Satélite Dourado”, “Quarto Minguante”, “Mastro 3”, “Verga Latina”, “Sol Poente”, “Quarto Crescente” e “Rumo Perene”.




Guiné - A LFP «Procion»

Durante todo o período em que esteve operacional foram comandantes da LFP «Procion» os seguinte oficial dos Quadros Permanentes:

2TEN José Manuel Belo Varela Castelo – 17MAI68/02MAR70

Durante todo o mesmo período foram comandantes da LFP «Procion» os seguintes oficiais da Reserva Naval:

2TEN RN Carlos Manuel Martins Brites Moita, 14.º CEORN, 02Mar70/30Set71;
2TEN RN Eduardo Germano Madeira Ricou, 18.º CFORN, 30Set71/30Jul73;
2TEN RN José Carlos dos Santos Borges, 19.º CFORN, 30Jul72/07Set74;




Eduardo Madeira Ricou e José Carlos Borges

Depois de mais de 6 anos de bons serviços e 1900 horas de navegação, foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 7 de Setembro de 1974.

Navios da mesma classe «Bellatrix»:

LFP «Bellatrix», LFP «Canopus», LFP «Deneb», LFP «Espiga», LFP «Fomalhaut», LFP «Pollux», LFP «Rigel», LFP «Altair», LFP «Arcturus», LFP «Aldebaran», LFP «Sirius» e LFP «Vega».


Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Lisboa, 1992; texto e fotos de arquivo do autor do blogue e da Revista da Armada;


mls

1 comentário:

  1. Um grande amigo o Comandante Varela Castela, depois do regresso da Guiné criamos laços de grande amizade. Infelizmente partiu cedo!

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