quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Navegando do Índico ao Lago Niassa (1)


Base Naval de Metangula

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 18 de Fevereiro de 2009)




Moçambique-Aspecto da zona do Lago Niassa e Metangula.


Em 1963 foram inauguradas as instalações do Comando de Defesa Marítima dos Portos do Lago Niassa e a Base Naval de Metangula, localizada na povoação com aquele nome e sobranceira ao Lago de Niassa.



Nesse mesmo ano, pela portaria 17320/63, de 21 de Dezembro, Metangula passou a chamar-se Augusto Cardoso, homenageando Augusto de Melo Pinto Cardoso, notável oficial de Marinha e cientista muito ligado à região.



Não obstante esta disposição legal, a nova denominação não teve aceitação geral, continuando as populações a usar o antigo nome, facto possível de constatar em muitos outros casos. A povoação de Metangula veio a reaqualificar-se definitivamente com aquela designação em 1975.

A situação de conflito existente à época e a importância estratégica do lago na região, culminou no complexo transporte de diversas unidades navais para o local, entre LFP, LDM e LDP, sendo criado o Comando de Esquadrilhas de Lanchas do Lago Niassa.



Passaram a ser-lhes atribuídas missões de vigilância e controlo das águas portuguesas, apoio, transporte e cooperação com as forças terrestres e aéreas em operações conjuntas na faixa costeira do lago, assumir a defesa e apoio logístico das bases e forças da Marinha – Companhias e Destacamentos e Fuzileiros, estabelecidas ao longo da faixa costeira do lago e promover apoio ao Serviço de Hidrografia.

A LFP «Castor» – P 580, primeira e única daquela classe, foi embarcada no N/M Sofala em 20 de Agosto de 1963 com destino ao porto de Nacala onde chegou a 25 de Setembro desse ano. Foi então transportada pelos Caminhos de Ferro de Moçambique até Catur e por transporte rodoviário até Meponda, localidade situada na parte sul do litoral moçambicano do Lago Niassa.



Foi posta a flutuar, rumando depois a Metangula onde chegou a 21 de Novembro, sendo a primeira LFP-Lancha de Fiscalização Pequena a reforçar o dispositivo do Comando da Esquadrilha de Lanchas no Lago Niassa.

Juntou-se-lhe a LFP «Régulus» – P 369 da classe “Antares”, embarcada a bordo do N/M Rovuma, em Luanda, no dia 14 de Setembro de 1965, depois de ali prestado serviço desde Janeiro de 1962 e até àquela data.

Na passagem em Lourenço Marques, em 14 de Setembro, ficou atribuída ao Comando Naval de Moçambique e, ainda o mesmo navio, transportou-a para a Ilha de Moçambique onde chegou em 8 de Outubro.



Manobras de alteamento e passagem sobre as pontes dos rios Mecuburi e Malena

Em 13 de Outubro, com amplitude de maré aceitável, procedeu-se ao encalhar e alagem do navio nos areais da praia do Lumbo, tarefa simples dada a tonelagem e calado da lancha. Veio a complicar-se o que simples parecia ser quando, já no transporte para a estação do caminho de ferro, ao passar num dos cruzamentos da via e por excesso de velocidade, a plataforma descarrilou saltando o navio sobre o berço, ficando a mesma deslocada cerca de 50 cm.

A operação de carrilamento da plataforma levantou alguns problemas delicados, seguindo depois de completada a operação até Catur, onde se procedeu a nova transferência para uma outra plataforma rodoviária que seguiu até Meponda. Reposta a flutuar, chegou a Metangula a 23 de Novembro, ficando atribuída ao Comando da Esquadrilha de Lanchas do Lago Niassa.

Em 7 de Dezembro regressou a Meponda com o objectivo de apoiar o lançamento à água da LFP «Mercúrio» – P 1134 e «Marte» – P 1135, ambas da classe «Júpiter» que entretando para ali tinham sido enviadas para reforçar o dispositivo naval.



Na passagem das pontes ferroviárias as plataformas foram empurradas à mão e depois do transporte em caminho de ferro começou a odisseia do transporte por picadas

Foram ambas transportadas para Moçambique a bordo do N/M “Beira” em 14 de Julho de 1965 e postas a flutuar no porto de Nacala nos primeiros dias de Setembro. Dias mais tarde, a 17 do mesmo mês, navegaram de Nacala para a Ilha de Moçambique enquanto os berços eram transportados por via terrestre para Lumbo, o terminal ferroviário mais próximo.

As primeiras tentativas de encalhe das lanchas nos respectivos berços efectuaram-se sem êxito, os navios voltaram ao mar e as entidades responsáveis pelo serviço, os Caminhos de Ferro de Moçambique, desistiram do trabalho.

O Comando Naval de Moçambique assumiu então a plena responsabilidade da operação «Atum», como passou a ser designada. Iniciada a 27 de Outubro as LFP’s foram encalhadas, aladas para os berços, transportadas por via ferroviária até Nampula e, posteriormente, por via rodoviária até ao Catur, Meponda e Lago Niassa.



Um grande sobressalto com a fractura do tabuleiro da ponte
sobre o rio Mangel em que quase se perdeu a fé!


A operação realizou-se com sucesso e terminou a 19 de Dezembro em Metangula, onde os navios aportaram depois de reabastecidos, ficando atribuídos ao Comando da Esquadrilha de Lanchas do Lago Niassa.

Em 11 de Junho de 1967, mais duas LFP da classe «Júpiter», a LFP «Saturno» – P 1136 e LFP “«Urano»” – P 1137, seguiram a bordo do N/M Beira para Moçambique – Lago Niassa, em percurso idêntico ao das anteriormente enviadas, sendo activada a operação «Roaz» para apoio ao transporte, primeiro ferroviário e depois rodoviário. Em 19 de Agosto foram atribuídas ao Comando da Esquadrilha de Lanchas.

Nas LFP «Castor», «Régulus», «Marte», «Mercúrio», «Saturno»e «Urano», estiveram como comandantes a prestar serviço, mais de quatro dezenas de oficiais, a maioria dos quais da Reserva Naval.

Metangula, Lago Niassa e Moçambique ficarão indelevelmente ligados à História da Marinha de Guerra dos ultimos 50 anos e à importância da participação da Reserva Naval na construção dessa memória histórica.

Um dos momentos mais marcantes ficou reflectido na viagem organizada pelo Prof. Dr. Ricardo Campos, médico naval da Reserva Naval, do 11º CFORN. Iniciada em 11 de Maio 1999, saldou-se por um notável reencontro histórico com vivências e sentimentos que, muito mais do que dividir, uniram épocas e gentes.




Foto de família do grupo na chegada a Metangula

(a continuar)

Fontes:
Arquivo de Marinha; Revista da Armada; Lista da Armada; Setenta e Cinco Anos no Mar da Comissão Cultural de Marinha; Anuário da Reserva Naval dos Comandantes Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado; imagem aérea da base naval de Metangula cedida pelo Almirante Espadinha Galo.

mls

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Reserva Naval nas LDG - Lanchas de Desembarque Grandes (1)


LDG “Alfange”


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 13 de Janeiro de 2009)


A LDG «Alfange», LDG 101, foi a primeira Lancha de Desembarque Grande da Marinha de Guerra Portuguesa, passando a designar a classe a que pertenceram também a LDG «Ariete», a LDG «Cimitarra» e a LDG «Montante».



Basearam-se nas LCT (Landing Craft Tank) americanas e tratava-se de lanchas de assalto anfíbio destinadas a transportar tanques em desembarques nas “testas de praia” durante a segunda guerra mundial.

Resumo geral das características principais:



Foi construída nos Estaleiros Navais do Mondego e aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 4 de Março de 1965. Em Setembro, depois de efectuar o adestramento básico e na companhia da LDG «Ariete», largou para Bissau, onde atracou a 10 de Outubro, tendo ficado atribuída ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.



A imensa mole humana transportada numa unidade naval como a LDG «Alfange»

Apesar da boa cobertura cartográfica das bacias hidrográficas guineenses, o navio depressa foi solicitado para missões logísticas, em áreas situadas fora dos limites das áreas hidrografadas, o que, em associação com as suas difícies condições de manobrabilidade, as especiais condições de correntes e marés, e a situação de guerra que então se vivia, tornavam a sua condução num permanente acto de perícia marinheira, e a sua segurança numa constante preocupação.



A preparar a abicagem à margem para mais uma descarga

Durante quase 9 anos, a LDG «Alfange» navegou “em todos os rios da Guiné”, apoiou operações, sofreu algumas emboscadas montadas pelo PAIGC e transportou milhares de soldados, toneladas de abastecimentos, centenas de viaturas e outros materiais militares e civis.

Apesar do progressivo agravamento da situação militar, a LDG «Alfange» cumpriu sempre as missões que lhe foram atribuídas, abicando em todos os locais, mesmo os mais inacessíveis e de maior risco.



Abicagens que dispensam palavras; em baixo, à esquerda, a vila de Farim

Em 14 de Outubro de 1974, acompanhada pela LDG «Ariete» e LDG «Bombarda», rumou a S. Vicente onde atracou no dia 20, depois de escoltadas, primeiro pela fragata «Roberto Ivens» e a partir do dia 18 pela corveta Augusto Castilho».

Em 3 de Dezembro, na companhia da LDG «Ariete» e as 5 LFG - Lanchas de Fiscalização Grandes - «Argos», «Dragão», “Hidra”, «Lira» e «Orion», vindas da Guiné, a LDG «Alfange» rumou para Luanda, com escalas em Cabo Verde e S. Tomé, numa viagem de 3.000 milhas e onde atracou a 26 de Dezembro, ficando atribuída ao Comando Naval de Angola.

As três primeiras LFG mencionadas, as LFG «Argos», «Dragão» e «Hidra», efectuaram a viagem a reboque do navio balizador «Schultz Xavier» e escoltava aquele complexo combóio naval, que ficou conhecido como a «Incrível Armada», a corveta «António Enes». As restantes, LFG «Lira» e LFG «Orion», efectuaram a viagem pelos seus próprios meios.

Ali, em Angola, efectuou inúmeras missões de evacuação de tropas e de população civil, sobretudo dos portos de Cabinda, Sazaire e Lobito para Luanda, esteve na festa da independência da República de S. Tomé e Príncipe e voltou a Angola.

No dia 10 de Novembro de 1975 foi formalmente abatida ao efectivo dos navios da Armada e, no dia seguinte, foi entregue às autoridades da República Popular de Angola, juntamente com a LDG «Ariete».

Tinha servido a Marinha ao logo de quase 11 anos, totalizando cerca de 10.811 horas de navegação.

Foram comandantes da LDG “Alfange” os seguintes oficiais do QP:

1TEN José Fernandes Martins e Silva, 4Mar65 a 26Ago67;
1TEN José Manuel Contreras Passos, 26Ago67 a 7Fev69;
1TEN José Manuel Malhão Pereira, 7Fev69 a 9Nov70;
1TEN João Manuel Lopes Pires Neves, 9Nov70 a 29Jul72;
1TEN Júlio de Almeida Marinho, 29Jul72 a 25Jun74;
1TEN Álvaro Sabino Guerreiro, 25Jun74 a 18Jun75;
1TEN Luís Centeno da Costa, 18Jun75 a 10Nov75;

Foram seus oficiais imediatos os seguintes oficiais da Reserva Naval:

2TEN RN António Viriato Carvalho dos Santos, 7.º CEORN, 15Mai65 a 10Mai67;
2TEN RN Arnaldo Régio Lopo Antunes, 9.º CFORN, 10Mai67 a 14Mar69;
2TEN RN Manuel Joaquim Lopes Marques, 12.º CFORN, 14Mar69 a 16Out70;
2TEN RN Duarte José de Melo Borges Coutinho, 16.º CFORN, 16Out70 a 15Jul72;
2TEN RN Luis Alberto Moreira Pires e Pato, 19.º CFORN, 15Jul72 a ...(?);
2TEN RN José António Sarsfield Pereira Cabral, 24.º CFORN, 21Nov74 a ...(?);


Fontes:

Arquivo de Marinha; Anuário da Reserva Naval dos Comandantes Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado; Dicionário de Navios, Comandante Adelino Rodrigues da Costa, 2006; Texto do autor do blogue a compilado e corrigido a partir do publicado de Setenta e Cinco Anos no Mar da Comissão Cultural de Marinha; Revista da Armada; Lista da Armada;

mls

sábado, 26 de novembro de 2016

2.º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval,1959




Listagem completa do 2.º CEORN
(clicar)



O assinalável êxito da incorporação do 1.º curso de oficiais da Reserva Naval, em 1958, abriu caminho à entrada do 2.º CEORN, em 10 de Outubro de 1959. Foi seu Patrono o rei D. João I, Mestre de Aviz.

Quase duplicando o número de cadetes, relativamente aos do ano anterior, 37 novos candidatos entraram na Escola Naval para a frequência dos cursos ministrados nas classes de Marinha (22), Engenheiros Maquinistas Navais (6), Administração (5) e Saúde Naval (4).



Em cima, o 2.º CEORN no habitual registo de família na portaria da Escola Naval
e, em baixo, a identificação de cada um dos presentes.




A Ordem do Dia à Armada n.º 123 de 23 de Junho de 1959 introduz ligeiras alterações ao funcionamento do curso, incidindo basicamente sobre o tempo de embarque mínimo nas Unidades, após a promoção a Aspirante RN.

Na Escola Naval, a Direcção e Comando continuava a ser exercida pelo Comodoro Manoel Maria Sarmento Rodrigues.

O Director de Instrução deste curso foi o 1.º Tenente Artur Manuel Coral Costa, transitando do curso anterior.

Cursando Navegação, Artilharia, Comunicações, Regulamentos, Máquinas e todas as demais disciplinas, na Escola Naval, em Vila Franca de Xira, no Hospital de Marinha e na unidades vocacionadas para cada especialidade, os 37 cadetes terminaram a sua preparação escolar com a viagem de instrução realizada entre 29 de Fevereiro e 27 de Março de 1960, nas Fragatas “Álvares Cabral” e “Pacheco Pereira”.

Sob o comando, respectivamente dos CFR Fernando Eduardo Pinto de Ornelas e Vasconcelos e José Pimenta de Almeida Beja Camões Godinho, completaram 26 dias de viagem num total de 5.500 milhas, visitando os portos de Praia da Vitória, Ponta Delgada, Praia, S. Vicente, Las Palmas e Cádiz.

Alguns acontecimentos na Marinha se recordam nesse ano de 1959. No âmbito das reformas dos serviços, é criada a Comissão Permanente de Infra-Estruturas, o Centro de Comunicações e a Direcção de Logística.

É reorganizado o Museu de Marinha com a publicação do seu Regulamento, cria-se o Arquivo Geral e a Biblioteca Central. É organizada a Escola de Limitação de Avarias e restabelecida na Corporação dos Oficiais da Armada, a classe dos Engenheiros Maquinistas Navais.

É ainda publicada a regulamentação referente ao uso de Estandarte pela Unidades e actualizado o Plano de Uniformes de Oficiais, Sargentos e Praças. Publicam-se as Normas relativas ao Cerimonial, Honras e Distintivos, no âmbito da Ordenança do Serviço Naval.

É instituída a Medalha Naval comemorativa do V Centenário da morte do Infante D. Henrique e criado o Instituto Hidrográfico.

Foi no ano de 1959 que se verificou a morte do Almirante Gago Coutinho, ocorrida no Hospital de Marinha, com a idade de 90 anos.

Ainda com os cadetes do 2.º CEORN na Escola Naval, a Ordem do Dia à Armada n.º 224 de 7-11-59 publicava por despacho ministerial n.º 108 de 31-10-59, que “é atribuído aos cadetes da Reserva Naval que se encontram na Armada a prestar serviço militar obrigatório, um subsídio de alimentação no valor de 26$00 diários, desde que esses cadetes permaneçam em regime de internato. Se os cadetes se encontrarem em condições diferentes destas, o mesmo subsídio será reduzido a 22$00 por dia”.

Pese embora o valor do subsídio, convém lembrar que a Ordem do Dia n.º 14 de 18-1-1960 indicava a “relação de preços a pagar pelos ranchos secos e outras entidades”, pelos diversos géneros.

Assim, o açúcar foi tabelado a 5$00 o Kg, o arroz a 4$50, o bacalhau a 10$80, o feijão encarnado a 5$10, o café a 24$50, e o azeite a 15$00 e o vinho a 3$30 o litro.

Em 3 de Maio de 1960, com a presença do Ministro da Marinha, CALM Fernando Quintanilha de Mendonça Dias e sendo Chefe do Estado-Maior o VALM José Augusto Guerreiro de Brito, os 37 cadetes tiveram a sua cerimónia de Juramento de Bandeira, sendo promovidos a Aspirantes RN a partir de 1 de Maio.

O Prémio Reserva Naval, “atribuído anualmente ao aluno melhor classificado no conjunto da média de frequência escolar e classificação de carácter militar, conforme Portaria n.º 17-090 de 30-3-59 foi entregue nessa cerimónia de Juramento ao cadete médico naval da Reserva Naval Diaquino Pinto da Silva.

A Ordem do Dia à Armada n.º 89 de 6-5-60 determinava os destacamentos deste grupo de Aspirantes para as diversas Unidades, com a seguinte distribuição:

Callado Cortes ( NRP S. Nicolau), Rosmaninho Martins (NRP Sal), Pereira de Morais (NRP Fogo), Vargas Moniz (NRP Maio), Matos de Oliveira (NRP S. Vicente), Costa Marques (NRP S. Tomé), Manuel Candeias (NRP Príncipe), Pinto Coelho e Abílio de Azevedo (Direcção de Administração Naval), Magalhães Crespo (Superintendência dos Serviços da Armada), Armindo de Noronha (Escola de Mecânicos), Pires Pereira (Hospital de Marinha), Pinho Costa (Inspecção de Marinha), Alves Ribeiro e Pinto da Rocha (NRP S. Maria), Inácio da Costa e Ricardo Marques (NRP Pico), Pereira Crespo e Costa Rodrigues (NRP Corvo), Manuel Bobone, Pereira Gaio e Valente de Almeida (NRP Graciosa), Quaresma de Vasconcelos (NRP Lagoa), João Lopes (NRP Rosário), Baptista Patrício (NRP S. Jorge), Diaquino Pinto da Silva, Nunes Dias e Barros Maia (NRP Diogo Gomes), Góis Figueira ( NRP Nuno Tristão), Andrade Neves (NRP Diogo Cão), Marques Antunes e Palma Mourinha ( NRP Corte Real), Durão Cid, Pedro de Bragança e Sousa Nápoles (NRP Tejo) e Osório de Castro e Cunha Lopes (NRP Vouga).

Em 3 de Maio de 1961, coincidindo com a promoção a Subtenente RN os oficiais do 2.º CEORN foram sendo licenciados, havendo alguns que prolongaram o seu tempo de serviço. De entre eles o médico Eduardo Magalhães Crespo que viria a ingressar no QP.




Galeria de Fotos:


0021/02-António Joaquim Sampaio de Andrade Neves


0022/02-António Nuno Baptista Patrício


0023/02-Armando Rosmaninho Martins


0024/02-Artur Eduardo Marques Pinto da Rocha


0025/02-Carlos Alberto Góis Fernando Figueira


0026/02-Carlos José Clemente Nunes Dias


0027/02-Carlos Manuel Serpa Quaresma Vasconcelos


0028/02-Eduardo José Alves Ribeiro


0029/02-Eurico Jorge Marques Antunes


0030/02-Fernando Pereira Crespo


0031/02-João Afonso Carrington Durão Cid


0032/02-João Júlio Cardoso Pereira de Morais


0033/02-João Lopes


0034/02-João Manuel de Barros Maia


0035/02-José Manuel Matos de Oliveira


0036/02-Luis Alberto Inácio da Costa


0037/02-Luis Alberto Campos Vargas Moniz


0038/02-Luis António Palma Mourinha


0039/02-Manuel Carlos Albuquerque d'Orey Bobone


0040/02-Manuel Quintas Peres da Costa Marques


0041/02-Pedro de Bragança


0042/02-Sérgio Alexandre Nunes Callado Cortes


0043/02-Armindo Pereira Neves de Noronha


0044/02-Diaquino Pinto da Silva


0045/02-Eduardo Augusto de Vilhena Magalhães Crespo


0046/02-José Pires Pereira


0047/02-António da Cunha Pereira Lopes


0048/02-Carlos Norberto do Carmo Ricardo Marques


0049/02-Hélder Costa Rodrigues


0050/02-João António Gomes Pereira Gaio


0051/02-Luiz Brandão Osório de Castro


0052/02-Rui Barbesti de Sousa Nápoles


0053/02-Abílio Carneiro de Azevedo


0054/02-Armando de Pinho Costa


0055/02-Fernando Amaro Valente de Almeida


0056/02-Fernando Manuel de Sousa Pinto Coelho


0057/02-Manuel Maçaroco Candeias





Fontes:

Arquivo de Marinha; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Lisboa, 1992, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, 2006; Texto do autor do blogue compilado e corrigido a partir do publicado na Revista n.º 6 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, Janeiro/Março 1998; Fotos de Arquivo do autor do blogue.

mls

Guiné, 1990 - Os degredados do forte do Cacheu

Guiné, 1990 - Os degredados do forte do Cacheu (Post reformulado a partir de outro já publicado em 2 de Abril de 2011) No interior do forte ...